Os docentes Arlindo Fortes e Vladmir Silves Ferreira da Escola de Ciências Agrárias e Ambientais da Universidade de Cabo Verde participaram numa equipa internacional de pesquisadores que recentemente publicou um artigo cujo título é CURRENT STATUS AND TRENDS IN CABO VERDE AGRICULTURE. O referido artigo foi produzido em parceria com docentes e pesquisadores do Instituto Superior de Agronomia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, do INIDA e da Nova School of Business and Economics (Universidade Nova de Lisboa). 

Numa altura em que o nosso país tem sido severamente afetado pela seca, este estudo apresenta-nos uma detalhada caraterização do estado atual e as tendências futuras da agricultura em Cabo Verde. Apresentamos dados sobre o desempenho atual das áreas de produção agrícola tendo em conta uma das suas restrições naturais mais importantes, a escassez de água. Além disso, avaliamos o impacto de estratégias institucionais na produção agrícola e avaliamos mecanismos recentes que foram engajados no desenvolvimento agrário neste arquipélago. Os resultados mostram que, de entre as dez ilhas de Cabo Verde, Santiago tem a maior área utilizada para agricultura (52,5%) seguida por Santo Antão (16%) e Fogo (15,8%) e que a agricultura de sequeiro domina em todas elas. As culturas básicas como milho e feijão são produzidas através da agricultura de subsistência de sequeiro, enquanto as irrigadas (cana-de-açúcar e tomate) são principalmente cultivadas para fins comerciais. Os períodos prolongados de seca, exposição, erosão e degradação do solo que levaram ao aumento da desertificação nas últimas décadas foram identificados como as principais restrições ao desenvolvimento agrário nas ilhas do arquipélago. 

Por fim, este estudo revela que pequenas barragens podem contribuir para o desenvolvimento agrícola uma vez que a disponibilidade de água para os agricultores permitirá o desenvolvimento da atividade agrícola e aumentará a produção e a renda.

De realçar ainda que este estudo foi desenvolvido no âmbito do projeto CVagrobiodiversity financiado pela Fundação AGA KHAN e pela FCT.

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